VERDADE E VALIDADE
Lembrem-se que há duas aulas atrás comentei algo sobre a relação entre verdade (ou falsidade) e validade (ou invalidade) na contrução de argumentos. Um argumento válido pode ser composto unicamente de proposições verdadeiras:
Todas as baleias são mamíferos. Todos os mamíferos têm pulmões, logo todas as baleias têm pulmões.
Mas um argumento pode também ser composto por proposições falsas e mesmo assim ser verdadeiro:
Todas as aranhas têm seis pernas. Todos os seres de seis pernas têm asas, portanto todas as aranhas têm asas.
A validade do argumento depende de que, se suas premissas são verdadeiras, sua conclusão também deve também ser verdadeira. A mesma coisa vale para as premissas falsas que devem levar a conclusões falsas. Analisemos este outro argumento:
Se possuísse todo o ouro do Forte Knox, seria muito rico. Não possuo todo o ouro do Forte Knox, logo não sou muito rico.
Vejam que apesar de que as premissas e conclusão parecem ser verdadeiras o raciocínio não é válido (o argumento sim, é válido, mas o raciocínio feito não é!), pois pode-se ser muito rico (por exemplo se você herdasse um milhão de dólares!) sem possuir toda a reserva de ouro dos Estados Unidos. Deve-se ter o cuidado de que as premissas podem não ser diretamente verdadeiras ou falsas, dependendo muitas vezes da interpretação correta de quem as analisa.
Lembrem-se que há duas aulas atrás comentei algo sobre a relação entre verdade (ou falsidade) e validade (ou invalidade) na contrução de argumentos. Um argumento válido pode ser composto unicamente de proposições verdadeiras:
Todas as baleias são mamíferos. Todos os mamíferos têm pulmões, logo todas as baleias têm pulmões.
Mas um argumento pode também ser composto por proposições falsas e mesmo assim ser verdadeiro:
Todas as aranhas têm seis pernas. Todos os seres de seis pernas têm asas, portanto todas as aranhas têm asas.
A validade do argumento depende de que, se suas premissas são verdadeiras, sua conclusão também deve também ser verdadeira. A mesma coisa vale para as premissas falsas que devem levar a conclusões falsas. Analisemos este outro argumento:
Se possuísse todo o ouro do Forte Knox, seria muito rico. Não possuo todo o ouro do Forte Knox, logo não sou muito rico.
Vejam que apesar de que as premissas e conclusão parecem ser verdadeiras o raciocínio não é válido (o argumento sim, é válido, mas o raciocínio feito não é!), pois pode-se ser muito rico (por exemplo se você herdasse um milhão de dólares!) sem possuir toda a reserva de ouro dos Estados Unidos. Deve-se ter o cuidado de que as premissas podem não ser diretamente verdadeiras ou falsas, dependendo muitas vezes da interpretação correta de quem as analisa.
A verdade ou falsidade de uma conclusão não determina a validade de um argumento, assim como a validade ou invalidade de um argumento não garante a verdade de sua conclusão (veja o exemplo do Aristóteles dado em aula, um argumento válido que possui uma conclusão falsa – que o pobre tem mais poder que o rico).
ARGUMENTO SÓLIDO: é um argumento válido que possui tanto suas premissas quanto sua conclusão verdadeiras.
FALÁCIAS
Existem dois tipos de falácias, as formais e as não formais. Interessa-nos principalmente o estudo das segundas, apesar de as formais também terem sua importância mas, por utilizar de termos muito técnicos, as deixaremo de lado por enquanto.
FALÁCIAS
Existem dois tipos de falácias, as formais e as não formais. Interessa-nos principalmente o estudo das segundas, apesar de as formais também terem sua importância mas, por utilizar de termos muito técnicos, as deixaremo de lado por enquanto.
As falácias não formais, neste caso assim como as formais, parecem ser algo que não são. Diferentemente das falácias formais, as não formais parecem ser bons argumentos quando na verdade não o são. O que está em jogo aqui não é a mera validade dos argumentos, pois como já vimos um argumento válido pode levar a raciocínios incorretos seja por inadvertência, por falta de atenção ao tema que estamos tratando ou mesmo por nos encontrarmos iludidos por alguma ambiguidade da linguagem usada na formulação do argumento.
Mesmo sendo incorreto, este raciocínio parece estar correto e muitas vezes levam as pessoas ao engano. É proveitoso estudar tais raciocínios pois a familiaridade com eles e seu entendimento impedirão que sejamos iludidos.
Dentre as falácias não formais existem dois grandes grupos: as falácias de relevância e as falácias de ambiguidade.
As falácias de relevância se caracterizam pelo fato de o argumento possuir premissas logicamente irrelevantes para a conclusão e, consequentemente, não estabelecer a verdade desta. Já as falácias de ambiguidade (ou de clareza) ocorre em argumentos que se utilizam de termos ambíguos cujos significados podem variar de acordo com o que o argumentador está defendendo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário