Platão
Platão aprofundou a diferenciação entre alma e corpo que havia nos filósofos predecessores. Argumenta que o corpo é a sede de nossos desejos e paixões e, muitas vezes, desvia o homem de seu caminho para o bem. Deste modo ele defende a necessidade de purificação do mundo material, sensível, para que se possa alcançar a idéia de bem.
TEORIA DAS IDÉIAS: Segundo Platão a palavra “Cavalo” não se refere a um cavalo específico, mas sim a qualquer cavalo. Existe, em algum lugar fora do espaço e do tempo, um cavalo ideal. Sob este aspecto o que é real é a idéia das coisas, pois esta jamais perece, as coisas no mundo material (ou sensível) não passam de cópias das idéias, isto é, são meramente aparência. Por serem imperfeitas e, por este motivo, estar em constante mutação e degradação, as coisas sensíveis são aparência que apenas imitam as coisas ideais. O bem que o homem alcança por meio do seu aparato sensível não passa de uma imitação do bem real, que é uma idéia cuja qual o homem somente pode se aproximar através da razão.
Elementos da Alma Individual
Razão: Somente através dela os homens podem se aproximar da perfeição do mundo das idéias
Coragem
Apetites: Desvia os homens do caminho em direção ao bem.
Aristóteles
Aristóteles buscou desenvolver uma ética baseada no fim último do homem, afirmando que a tendência dos seres humanos é a de estes estarem sempre buscando a felicidade. Esta é compreendida não como um mero prazer causado pelas sensações, mas sim como algo superior que somente pode ser compreendido na vida teórica, partindo daquilo que os homens possuem de específico: A RAZÃO.
Os homens se desenvolvem no plano teórico, pois somente nele podem compreender a essência da felicidade e realizá-la de forma consciente. Segundo Aristóteles, compreender essa essência é privilégio de uma minoria, e o homem comum, que não pode se dedicar a vida teórica, aprenderia a agir virtuosamente através do hábito. Agir corretamente é o mesmo que agir virtuosamente. Segundo Aristóteles: “A virtude moral é um meio-termo entre dois vícios, um dos quais envolve o excesso e outro a deficiência, e isso porque a sua natureza é visar à mediania das paixões e dos atos”.
Segundo Aristóteles as ações dos homens dependem de dois critérios básicos: 1) o conhecimento dos fatos, que podemos chamar de critério epistêmico e 2) o critério da autodeterminação dos indivíduos, isto é, se a ação parte ou não dos homens. Dados esses critérios, as ações podem ser de três tipos:
1) Ações voluntárias: nas quais encontramos os dois critérios, isto é, o indivíduo conhece os fatos que envolvem a ação a ser executada e a ação parte do próprio indivíduo. Ex.: mentir quando a pessoa que está mentindo sabe que, ao contar uma mentira, salvará a vida de alguém.
2) Ações involuntárias: nas quais encontramos apenas o segundo critério. A ação parte do indivíduo, porém este desconhece os fatos que envolvem a ação. Ex.: em uma geladeira há um frasco com um líquido incolor o qual penso ser água. Dou-o a alguém que está com sede e acabo matando esta pessoa, pois na verdade o que havia no frasco era veneno.
3) Ações contra-voluntárias: ou pode possuir o primeiro critério, ou pode não possuir nenhum dos dois, ou seja, a ação é atribuída ao indivíduo, porém este sofreu coerção física, isto é, foi forçado fisicamente a agir de tal forma. Ex.: uma pessoa que tem sua mão dominada por outra pessoa e é forçada a assinar seu nome em um documento.
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