quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Uma breve introdução

Como a professora Sandra já citou em aula, a lógica se ocupa da correção do pensamento. A lógica se preocupa em tornar o raciocínio mais correto, o que não quer dizer que somente quem estuda lógica pode raciocinar corretamente, mas sim que tais pessoas têm a probabilidade maior de agir assim.

Uma boa definição que podemos dar da lógica é que ela é a ciência do raciocínio. A distinção entre raciocínio correto e incorreto é o problema central da lógica pois seus métodos e técnicas visam a esclarecer tal distinção.

Para entender um pouco sobre esses métodos, temos que saber que existe um processo chamado INFERÊNCIA. É neste processo que entramos em contato com as PROPOSIÇÕES – é nelas que a lógica baseia suas análises. Mas o que é mesmo uma proposição?

Uma proposição é algo sobre o qual podemos declarar que é verdadeiro ou falso. Sentenças ou orações declarativas são diferentes das proposições. Vejamos:

ORAÇÕES DECLARATIVAS
(modos de apresentação de um estado de coisas)

Está frio hoje.
Hoje está frio.
It’s cold.
“Tá frio pra c@%@¨&*”

PROPOSIÇÃO: Está frio.

Não importa a forma ou a linguagem da sentença, uma proposição sempre se manterá a mesma independentemente da forma que ela for apresentada. Pode-se dizer que uma proposição é uma unidade de pensamento que é declarada pelas sentenças, estas últimas podemos dizer que são modos de apresentação dos pensamentos.

Um ARGUMENTO é formado por, no mínimo, duas proposições. Uma delas, a CONCLUSÃO, é a proposição que se afirma com base em outras proposições, que são as PREMISSAS. Estas, por sua vez, servem de prova ou de razões para aceitar ou negar a conclusão. Em um argumento uma ou mais premissas e uma conclusão são afirmadas, e a conclusão é afirmada pela(s) premissa(s).
EX.: Penso, logo existo PREMISSA: Penso CONCLUSÃO: logo Existo


Existo porque penso CONCLUSÃO: Existo PREMISSA: porque penso



INDICADORES DE PREMISSA
(“porque”, “desde que”, “pois que”, “como”, “dado”, “tanto mais que” e “pela razão de que”)

INDICADORES DE CONCLUSÃO
(“portanto”, “daí”, “logo”, “assim”, “consequentemente”, “segue-se que”, “podemos inferir” e “podemos concluir”)

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