sábado, 19 de setembro de 2009

Dicas para a redação


1) Abordagem do tema: organize o texto de forma progressiva, ou seja, cada parágrafo (excetuando a conclusão) deve apresentar novas idéias que desenvolvam o tema proposto, evitando repetições desnecessárias.
2) Coerência textual: ela dá sentido ao pensamento que está sendo expressado, tornando-o compreensível. Ocorre quando as informações apresentadas no texto se relacionam de modo harmônico com as idéias e os fatos retratados. Neste sentido, é preciso que o autor esteja bem informado e saiba utilizar essas informações para não cometer equívocos.
3) Coesão textual: é a conexão interna das partes do texto. É o que articula o texto, diferenciando-o de um amontoado de palavras e parágrafos. É de extrema importância observar a correlação entre os termos utilizados, pois o uso equivocado de certas palavras ou mesmo a falta de termos necessários para a compreensão de uma sentença e do conjunto do texto provocam falta de coesão, desarticulando o texto.
4) Estrutura das idéias: a organização das idéias deve ser feita de forma clara e os argumentos apresentados devem ter consistência a fim de que não sejam facilmente contestados, lembre-se de utilizar argumentos válidos e verdadeiros.
5) Organize suas idéias em itens: isso possibilita disciplinar o pensamento de modo a facilitar o estabelecimento de uma seqüência lógica (início – meio – fim) entre as idéias. Possibilita também relacionar todos os pontos importantes e estabelecer uma hierarquia de importância entre eles.
6) Evite frases excessivamente longas ou muito curtas: por um lado isso diminui as chances de erro além de tornar a sentença mais fácil de ser compreendida, por outro, diminui a chance de incorrer na falta de termos e conseqüentemente tornar a frase sem sentido.
7) Fundamente suas opiniões: mesmo que sua opinião seja verdadeira, de nada serve se ela não estiver fundamentada em um fato ou em argumentos sólidos. Caso não fundamente suas opiniões, elas não passarão de mero “achismo”. Em um texto dissertativo há idéias sendo defendidas, e para que haja defesa é preciso apresentar provas. Lembre-se do conceito de conhecimento trabalhado em aula: “opinião verdadeira seguida de explicação racional”.
8) Não utilize expressões como “eu acho”, “eu penso” ou “quem sabe”, que demonstram dúvida sobre os seus argumentos.
9) Jamais fuja do tema proposto!
10) Seu texto é dirigido a um interlocutor, deve escrever como se estivesse querendo convencer alguém das idéias que você está apresentando.
11) A redação dissertativa é resultado de uma reflexão sobre um tema dado e não apenas uma descrição qualquer.
12) Capriche na letra!!!
13) Lembre-se que cada parágrafo se refere a uma idéia diferente sempre ligada ao tema proposto na introdução.
14) A conclusão é o desfecho do texto, portanto jamais desconsidere o que já foi escrito no texto ou introduza uma idéia nova que não será desenvolvida.

domingo, 13 de setembro de 2009

Questões para dirigir o estudo

Eu ira pedir para que vocês entregassem algumas questões para ser entregue na próxima aula, porém resolvi deixá-las apenas para ajudar no estudo para a segunda avaliação do segundo trimestre. Na próxima aula entregarei as redações.

1) Qual o papel da razão com respeito à ética em Platão e Aristóteles?

2) Segundo Platão, qual a perfeição relacionada à ética para a qual os homens se direcionam? O que o homem deve fazer para se aproximar dela?

3) Quais os elementos da alma individual em Platão? Qual o mais importante para o fim que os homens almejam?

4) Segundo Aristóteles, qual é o fim último das ações humanas? Como este fim pode ser possível?

5) O que são as virtudes? Dê um exemplo de ação virtuosa.

6) Quais os tipos de ação propostos por Aristóteles? Explique cada tipo.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Platão

Platão aprofundou a diferenciação entre alma e corpo que havia nos filósofos predecessores. Argumenta que o corpo é a sede de nossos desejos e paixões e, muitas vezes, desvia o homem de seu caminho para o bem. Deste modo ele defende a necessidade de purificação do mundo material, sensível, para que se possa alcançar a idéia de bem.

TEORIA DAS IDÉIAS: Segundo Platão a palavra “Cavalo” não se refere a um cavalo específico, mas sim a qualquer cavalo. Existe, em algum lugar fora do espaço e do tempo, um cavalo ideal. Sob este aspecto o que é real é a idéia das coisas, pois esta jamais perece, as coisas no mundo material (ou sensível) não passam de cópias das idéias, isto é, são meramente aparência. Por serem imperfeitas e, por este motivo, estar em constante mutação e degradação, as coisas sensíveis são aparência que apenas imitam as coisas ideais. O bem que o homem alcança por meio do seu aparato sensível não passa de uma imitação do bem real, que é uma idéia cuja qual o homem somente pode se aproximar através da razão.

Elementos da Alma Individual

Razão: Somente através dela os homens podem se aproximar da perfeição do mundo das idéias
Coragem
Apetites: Desvia os homens do caminho em direção ao bem.


Aristóteles

Aristóteles buscou desenvolver uma ética baseada no fim último do homem, afirmando que a tendência dos seres humanos é a de estes estarem sempre buscando a felicidade. Esta é compreendida não como um mero prazer causado pelas sensações, mas sim como algo superior que somente pode ser compreendido na vida teórica, partindo daquilo que os homens possuem de específico: A RAZÃO.

Os homens se desenvolvem no plano teórico, pois somente nele podem compreender a essência da felicidade e realizá-la de forma consciente. Segundo Aristóteles, compreender essa essência é privilégio de uma minoria, e o homem comum, que não pode se dedicar a vida teórica, aprenderia a agir virtuosamente através do hábito. Agir corretamente é o mesmo que agir virtuosamente. Segundo Aristóteles: “A virtude moral é um meio-termo entre dois vícios, um dos quais envolve o excesso e outro a deficiência, e isso porque a sua natureza é visar à mediania das paixões e dos atos”.

Segundo Aristóteles as ações dos homens dependem de dois critérios básicos: 1) o conhecimento dos fatos, que podemos chamar de critério epistêmico e 2) o critério da autodeterminação dos indivíduos, isto é, se a ação parte ou não dos homens. Dados esses critérios, as ações podem ser de três tipos:

1) Ações voluntárias: nas quais encontramos os dois critérios, isto é, o indivíduo conhece os fatos que envolvem a ação a ser executada e a ação parte do próprio indivíduo. Ex.: mentir quando a pessoa que está mentindo sabe que, ao contar uma mentira, salvará a vida de alguém.

2) Ações involuntárias: nas quais encontramos apenas o segundo critério. A ação parte do indivíduo, porém este desconhece os fatos que envolvem a ação. Ex.: em uma geladeira há um frasco com um líquido incolor o qual penso ser água. Dou-o a alguém que está com sede e acabo matando esta pessoa, pois na verdade o que havia no frasco era veneno.

3) Ações contra-voluntárias: ou pode possuir o primeiro critério, ou pode não possuir nenhum dos dois, ou seja, a ação é atribuída ao indivíduo, porém este sofreu coerção física, isto é, foi forçado fisicamente a agir de tal forma. Ex.: uma pessoa que tem sua mão dominada por outra pessoa e é forçada a assinar seu nome em um documento.
As culpas de um Inocente

Mateus Romanini


Era um dia chuvoso de 1987, à noite somente se viam os vultos de duas pessoas, uma delas parecia carregar nos braços um pequeno pacote. A outra, de silhueta menos robusta, andava cambaleante, como se a pouco tivesse passado por enorme desgaste físico. Parecia que estavam à procura de abrigo, pois a chuva era bastante intensa. Nada se ouvia além do barulho da chuva que caía incessantemente.
Depararam-se com uma casa que era bem iluminada, que dava a impressão de ser um local bastante acolhedor. Foi então que a silhueta mais robusta adentrou o pátio e deixou o pacote que carregava de modo mecânico, como se ali não houvesse nada de valor. A silhueta menor tremia e em movimentos quase convulsivos parecia soluçar. Ao deixar o embrulho em uma área coberta na porta da frente da casa as silhuetas se foram, fazendo antes um sinal, não se sabe que tipo de ruído, para que as pessoas que estivessem no aconchego daquele recinto saíssem e descobrissem que lhes fora deixado algo.
Ao acender a luz e sair pela porta da frente, Ari se depara com o pacote, que agora parecia se mexer! Ao desenrolar os panos que envolviam seu conteúdo, surpreso ele viu que se tratava de uma bela criança. Possuía um tom de pele como o seu e belos olhos escuros também. Ainda não possuía cabelos e sorria com uma docilidade irresistível mesmo com aquele tempo úmido e frio. Tratava-se de um menino que alguém ali abandonara e por algum motivo deixara aos seus cuidados.
Solange, esposa de Ari, ao ver o que o marido trazia nos braços não sabia o que dizer a não ser que era um presente de Deus. Ela, por ter uma saúde bastante frágil e debilitada, não podia engravidar. Ambos haviam se apegado à religião como forma de buscar a realização do sonho de formar uma família. Não foi difícil eles se decidirem pela adoção do menino a quem resolveram dar o nome de Cristian.
Dias depois, Solange encontrou em meio aos trapos nos quais Cristian estava envolto na noite em que foi encontrado na frente de sua casa um bilhete cuja mensagem continha informações sobre os pais da criança. Ela é uma jovem que ao engravidar aos 16 anos havia sido mandada embora de casa pelo pai. Ele um homem de 20 anos, desempregado e viciado em álcool não tinha condições de manter uma família. Continha no bilhete ainda seus primeiros nomes: Cláudia e Artur. Ao saber das novidades Ari decide, com o consentimento de Solange, manter isso em segredo e nunca revelar a Cristian a origem de seus pais biológicos.
O tempo passou e Cristian, como todo mundo, cresceu. Aos 21 anos foi morar num bairro distante do qual foi criado. Até então trabalhara na sapataria junto com seu pai. Eram pobres, porém conseguiam viver bem e com dignidade, nunca lhe faltara comida, carinho ou educação. Fora criado num lar amoroso onde seus pais lhe devotavam enorme afeto. Seu caráter condizia com sua formação, era um homem justo, temperante e que não agia em desrespeito aos outros de forma alguma. Ele nunca teve problemas com o fato de ser um filho adotado, amava muito sua família e não se questionava muito sobre seus pais biológicos.
Soube que abrira uma pequena fábrica no ramo dos calçados em um bairro distante e que precisava de funcionários. Ele aprendera muito com seu pai e pensou que sua experiência poderia lhe dar um bom cargo, resolvera então sair de casa e morar próximo ao seu trabalho.
Este bairro no qual Cristian foi morar era conhecido por haver pessoas envolvidas com tráfico de drogas e por este motivo Solange e Ari temiam por seu filho. Mas nada seguraria Cristian em casa.
Ao chegar lá Cristian conheceu outra realidade. As pessoas andavam com medo nas ruas e a história do tráfico, que ele pensava ser exagero, era real e pior do que haviam dito. Segundo moradores, havia um homem que comandava as atividades do bairro, era um sujeito truculento que não media esforços para garantir sua posição no bairro. A polícia não fazia nada contra, policiais eram subornados ou mesmo tinham suas famílias ameaçadas. Este terrível homem era conhecido como Azão, nome que Cristian associou a uma asa grande que encobre a localidade do bairro.
Por mais que a realidade pudesse ser pior do que a que Cristian imaginara, ele não se intimidou e continuou vivendo no bairro e crescendo no seu emprego na fábrica. Cada mês ele ajudava seus pais enviando-lhes alguma quantia em dinheiro, como não era de sair muito e tão pouco gastava dinheiro a toa sempre tinha um pouco sobrando.
Cristian gostava de freqüentar um bar que havia próximo a sua casa, gostava de tomar uma ou duas cervejas nos fins de semana, sem exageros. Foi numa dessas idas ao bar que ele conheceu Cláudia, uma linda jovem de 17 anos que quase todos os fins de semana estava neste mesmo estabelecimento. Eles começaram a namorar e acabaram se apaixonando. Ela nunca lhe falava muito sobre sua vida, simplesmente gostava de ficar com Cristian que, para não causar nenhum mal estar, não se detia muito em assuntos os quais ele via que não agradavam Cláudia.
Em um fim de semana qualquer, estava Cristian a tomar sua cerveja quando notou que o bar, por algum motivo que ele não compreendia, esvaziara. Um homem em torno dos 40 anos adentrara. À primeira vista parecia estar muito bêbado e louco para arrumar encrenca. Veio para cima de Cristian e perguntou se era ele que estava “pegando” sua filha. Cláudia nunca havia lhe dito quem era seu pai, portanto não havia como Cristian confirmar ou não a pergunta. Este homem era extremamente rude e violento e, por pensar que o jovem estava de má vontade com ele, começou a espancá-lo violentamente. Em toda sua fúria o homem sacou uma arma e apontou para o jovem. Cristian aproveitando um momento de desequilíbrio causado pela embriaguez do homem saltou em sua direção derrubando-o causando um enorme estardalhaço que chamou a atenção da rua toda. Após este momento de adrenalina ele sentiu um calor úmido em seu peito, ao tocar com as mãos viu que era sangue. Desesperou-se, a arma disparara e ele seria a vítima do disparo. Logo averiguou que não sentia dor e ao olhar para o homem de 40 anos viu que este não se mexia, estava com os olhos abertos, mas não respirava. Ele havia matado um homem. Sentia-se condenado por seu crime, mais ainda, sentia-se condenado por matar o suposto pai de Cláudia. Saiu correndo em meio as pessoas que se aglomeravam no bar, entre elas estavam Cláudia e sua mãe.
No outro dia nem saiu de casa. Também ninguém veio importuná-lo. Ele estranhou isso, esperava a visita da polícia ou mesmo de Azão ou seus comparsas. Em meio a sua culpa começou a pensar que não havia sido culpa dele, que não fora ele que puxara o gatilho, que aquele infeliz incidente havia sido acidental e que ele não deveria sentir-se tão culpado por ter tentado de alguma forma salvar sua própria vida. Isso causou certo alento a ele, dormiu em seguida, cansado por ter pensado tanto em uma razão que o fizesse sentir melhor.
Neste mesmo dia, do outro lado da cidade, os pais de Cristian liam o jornal. Na página policial havia uma notícia sobre a morte de um influente traficante em tiroteio com a polícia em frente a um bar do mesmo bairro de Cristian. Seu nome era Artur Azevedo, conhecido por Grande A ou Azão, 41 anos e muitas passagens pela delegacia. Solange quase desmaiara de preocupação com seu filho antes mesmo de terminar de ler a notícia, que terminava dizendo que não houve moradores feridos. Na mesma operação foram presos mais quatro comparsas de Artur, o que fez com que o grupo criminoso se dispersasse. Ari ao terminar de ler a notícia ficou pensativo.
Neste mesmo dia, Cristian foi acordado de seu sono por algumas leves batidas na porta. Chegou a pensar que fosse a polícia, impressão que logo se desfez ao abrir a porta. Era Cláudia, acompanhada de uma mulher que aparentava ter seus 30 e poucos anos, eram muito parecidas e Cristian pensou que fossem irmãs. Convidou-as a entrar. Cláudia apresentou sua mãe a Cristian, que se surpreendeu e passaram a ter uma conversa sobre o acontecido. Elas não pareciam abatidas e falavam do quanto sofriam nas mãos de Artur, foi aí que Cristian teve a confirmação de que o homem morto no bar era mesmo pai de Cláudia que passou a ser chamada de Claudinha depois de saber que tinha o mesmo nome de sua mãe. Cláudia não falava, deixava que a filha o fizesse. Mas ela ficava fitando-o com um ar melancólico e ao mesmo tempo doce e terno, como se já o conhecesse de outros lugares. Cristian ficou horrorizado com as histórias contadas por Claudinha. As duas pareciam até mesmo agradecidas pelo ocorrido, pois elas não sabiam mais o que fazer para fugir daquela vida. Por este motivo Claudinha nunca falava de sua vida pessoal para Cristian. Ambas também lhe contaram sobre as notícias que saíram nos jornais, nos quais seu nome não era citado, pois havia uma lei no bairro, esta dizia que deveria ser protegida a pessoa que faz um grande bem pela comunidade mesmo que infringindo as leis jurídicas. E a polícia por sua vez contribuiu com a história, pois Azão era um fardo demasiado pesado para eles também. Claudinha beijou Cristian e as duas foram embora com Cláudia apenas abrindo a boca para bocejar e desejar uma boa noite para Cristian. Este se sentiu ainda mais aliviado por livrar duas pessoas de um jugo tão cruel. Então foi deitar-se, pois amanhã era um novo dia de trabalho.
Caminhando para seu trabalho Cristian passava pelas pessoas e, apesar de ainda notar aquele mesmo medo nas ruas, as pessoas pareciam estar mais leves e o olhavam e cumprimentavam como se guardassem segredo de algo e ao mesmo tempo agradecidos por este algo que não podia ser dito. Foi assim o caminho inteiro até seu trabalho, onde foi recebido por seu chefe que lhe confessou que a morte de Artur fora providencial para seus negócios, pois não teria mais que pagar um alto valor que era obrigado a pagar cada mês por ocupar um terreno do “bairro de Azão”, se tivesse que continuar a pagar tal quantia ele teria que fechar sua pequena fábrica de calçados. Disse então a Cristian que ele seria promovido pelos bons serviços que vinha prestando e que receberia um bom aumento de salário. Cristian ficou feliz por isso e agradeceu muito, pois esse dinheiro seria muito bem vindo para ajudar seus pais e melhorar sua vida.
O resto do dia não foi muito diferente dos demais, a não ser pelo assunto das conversas e os olhares de agradecimento direcionados a Cristian. Ao chegar em casa teve uma surpresa, seus pais o esperavam. Estavam muito sérios, apesar de aliviados por seu filho estar bem. Entraram em casa e Cristian comentou sobre as novidades, sua promoção no emprego, seu envolvimento com Claudinha e o incidente ocorrido no fim de semana.
Ari e Solange ficaram chocados por seu filho ter sido responsável por matar um homem, mesmo que tenha sido por acidente. Foi então que Ari começou a falar... Há uns 15 anos atrás ele havia conseguido informações sobre os pais biológicos de Cristian e fora atrás investigar quem eram essas pessoas, descobriu algo aterrador. Seu pai era um indivíduo envolvido com o tráfico de drogas e que não tinha escrúpulos em fazer o que fosse para manter sua posição. Sua mãe era uma mulher submissa que não tinha poder nenhum contra o marido, que batia nela, a traía. Eles possuíam uma filha recém nascida na época. Solange completou que fora por isso que eles vieram ali hoje, mas antes passaram para conversar com Cláudia e sua filha para tirar a história a limpo. Foi só então que eles confirmaram sua suspeita... Cláudia e Artur eram mesmo os pais biológicos de Cristian, Claudinha era sua irmã.
Cristian ficou aturdido com a notícia, não acreditava no que ouvia, não conseguia associar as idéias, tudo parecia ou um grande mal entendido ou um pesadelo que era tão real que suas lágrimas realmente encharcavam seu rosto. Logo ele que nunca se perguntara mais enfaticamente quem eram seus pais adotivos merecia receber a notícia dessa forma, com a morte de seu pai? E pior, sendo ele o responsável? E quanto a Claudinha ser sua irmã... Ele que fora criado dentro de um ambiente fortemente baseado no cristianismo, cometeu incesto? Como poderia ele ter cometido tais coisas, ser responsabilizado por elas se ele não tinha conhecimento de nada disso? Ele cometera parricídio? Ele não sabia o que pensar. Seus pais tentavam confortá-lo, mas isso parecia impossível. Como após um dia que lhe trouxe alguma paz de espírito poderia terminar de forma tão trágica? Era incompreensível para ele sentir tamanho desconforto, pensar nestas coisas horríveis que ele cometera por não ter real conhecimento das coisas. Questionou seus pais por não terem dito a ele quem eram seus pais verdadeiros, pois deste modo jamais teria vindo para o bairro onde eles estariam tão perto. Ele não teria matado seu pai e se apaixonado pela irmã. Logo depois pensou, mas como Ari e Solange saberiam que isso aconteceria? Ninguém poderia saber, é difícil encontrar culpados quando suas ações estão cobertas por um véu de ignorância tão espesso. Tudo já está feito... Cristian dormiu, exausto, chorando no colo de seus pais que também choravam e se lamentavam por não ter conseguido prever o sofrimento que seu filho passaria.
Amanheceu o dia e Cristian não foi trabalhar. Seu chefe e alguns moradores envolvidos com a associação de bairro foram a sua casa. De alguma maneira ficaram sabendo da história, alguém ouvira Solange conversando com Cláudia e espalhara a notícia que deixou todos aturdidos. Como poderia seu herói do fim de semana se tornar vilão no dia seguinte? Havia uma norma, assim como a que protegeu Cristian, que dava a entender que o assassinato de um parente muito próximo é um crime imperdoável. Matar o pai é um crime imperdoável, mesmo que esse pai seja um sujeito nocivo as pessoas que o cercam, os laços de sangue falam mais alto. Avisaram a Cristian que ele seria julgado pela comissão de bairro se seria entregue ou não à polícia.
Ele foi à associação de bairro para ser julgado. Estava acompanhado de seus pais e lá estavam também Cláudia, sua mãe biológica, e Claudinha, sua irmã. Lá ele foi acusado de dois crimes contra os costumes do bairro: o primeiro, incesto. Enamorado da irmã praticou atos que não deveria ter praticado com uma parenta tão próxima; o segundo, ter matado seu pai. As pessoas estavam chocadas e não sabiam o que dizer de dois atos tão baixos. Era praticamente inevitável a sua punição, ninguém mais lembrava que Azão era um crápula que amedrontava todos no bairro, agora ele era o pai assassinado por Cristian.
Cristian foi julgado pela associação de bairro. Estava quase sendo declarado culpado quando seus pais, Ari e Solange, resolveram dar voz a seus sentimentos. Declararam-se tão culpados quanto o filho, pois não haviam o informado sobre a origem de sua família biológica, se alguém fosse entregue à polícia, eles deveriam ser essas pessoas. Foi então que Cláudia levantou-se e como se quisesse expurgar toda a culpa que carregou por 21 anos, desde quando assentiu em largar seu filho recém nascido na porta de uma casa desconhecida, disse que quem deveria ser punida era ela e Artur se este estivesse vivo. Se eles não tivessem abandonado o filho nada disso teria acontecido, em compensação provavelmente ele seria mais um marginal nas ruas do bairro, talvez pior que Azão. Claudinha também tomou a palavra declarando-se tão culpada de incesto quanto Cristian, dizendo que ela o amava, mas que as coisas nunca mais seriam as mesmas depois de todos os esclarecimentos. Por fim, o patrão de Cristian, a quem prezava muito, tomou a defesa deste. Argumentou que: como alguém pode ser acusado de matar alguém que nunca conheceu? Ou de namorar alguém com quem nunca teve contato? Acusam Cristian de matar um pai que ele jamais havia conhecido! Da mesma forma a irmã. Podem atribuir culpa por ele ter matado um homem, mas não de ter matado seu pai! E continuou dizendo que era necessário lembrar que os moradores protegem-se mutuamente contra quem lhes faz mal. Cristian livrou-os de um grande mal, foi o responsável pela morte de um homem que fazia muito mal à sociedade e ele não tinha conhecimento que era seu pai. Com esta defesa os membros votaram pela absolvição de Cristian. Ele não era culpado por aqueles crimes horríveis.
Mesmo não sendo culpado, as pessoas por quem ele passava na rua olhavam-no com desconfiança. Ele era muito bem tratado por seu chefe, mas seus colegas de trabalho o evitavam. Cláudia e Claudinha mudaram-se para outra cidade, tentar “dar um jeito” em suas vidas. Mantinham parco contato, que cada vez foi definhado mais e mais, até nunca mais se falarem. Cristian só conseguiu superar seu trauma por causa da ajuda de seus pais, Ari e Solange. Estes serviram de pedra fundamental para a reestruturação da sua vida por um bom tempo. Cristian continuou a ser o bom homem que sempre foi, porém em seus olhos não se via mais o mesmo brilho de antes, via-se a triste opacidade de quem pensa nas suas limitações, de quem sabe que não tem controle sobre as coisas, daqueles que sabem que todos os nossos atos têm conseqüências que dificilmente podemos prever.

Ninguém se machuca

Scarlett não conseguia acreditar em sua sorte. Desde que se lembrava, sempre fora apaixonada por Brad Depp. Agora, para sua surpresa, tinha esbarrado com ele em sua casa de férias escondida nas Bahamas, que nem os paparazzi sabiam que existia.
Além disso, quando Brad viu a mulher que andava solitária na praia, ofereceu um drinque a ela e, enquanto conversava, ele se revelou tão charmoso quanto ela imaginara. Então ele admitiu que tinha ficado um pouco solitário nas últimas semanas, e apesar de, devido a seu estilo de vida, aquilo ter de permanecer em segredo, gostaria muito que ela passasse a noite com ele.
Havia apenas um problema: Scarlett era casada com um homem que amava muito. Mas o que os olhos não vêem o coração não sente, e ele jamais saberia. Ela teria uma noite de fantasia e Brad um pouco de conforto. Todos permaneceriam ou como são ou sairiam mais ricos pela experiência. Ninguém sofreria. Com tanto a ganhar e nada a perder, que razão poderia haver na Terra para Scarlett resistir aos fabulosos “olhos de venha para a cama” de Brad?

(FONTE: BAGGINI, Julian. O Porco Filósofo)

Podemos dizer que, em Scarlett aceitando a proposta de Brad, que sua conduta não traz nada de problemático? Se você confia em alguém, o que se perde quando esta confiança é traída? Se ninguém mais ficar sabendo, aparentemente nada será perdido e tudo continuará como está. Mas será mesmo que é assim que funciona?
Geralmente em um relacionamento, como um namoro ou casamento, a confiança é uma das coisas principais para ambas as partes envolvidas. Muitas vezes, como no caso do marido de Scarlett, não sabemos se essa confiança é quebrada ou não e ela continua existindo mesmo havendo a traição. Porém, para uma pessoa que possui valores dentre os quais encontramos a confiança não conseguiria agir de tal modo sem sentir-se mal com tal situação. E o fato de a outra pessoa não saber que foi traída parece aprofundar ainda mais o mal-estar. Apesar de a confiança ter sido traída e aparentemente ninguém se machucar, como poderiam todos sair ilesos ao mesmo tempo que algo tão importante quanto à confiança é quebrada?

Para fins didáticos cabe aqui fazer uma distinção entre ética e moral. A ética é uma área da filosofia que visa investigar os problemas resultantes do agir humano através da fundamentação e discussão dos juízos de valor que embasam as condutas humanas fundadas em valores. A moral, por sua vez, pode ser considerada como um conjunto de normas vigentes em uma sociedade que, além de servir de critério para a apreciação ou depreciação de uma ação (dizer de uma ação que ela é moral, imoral ou amoral), disciplinam ou orientam a conduta dos indivíduos dessa sociedade. A ética pode ser considerada como uma ciência (num sentido mais amplo) da conduta, enquanto que a moral seria seu objeto de estudo.

Podemos delinear duas concepções fundamentais de ética:

1°) A ética como uma ciência do fim para o qual a conduta dos homens deve ser orientada, levando em consideração os meios para atingir esses fins, deduzindo tanto o fim quanto os meios da natureza do homem. Por exemplo: para Aristóteles (nas próximas aulas veremos mais detidamente a teoria das virtudes), a finalidade da conduta humana é a felicidade, e esta somente pode ser alcançada a partir da natureza racional do homem, esta permite que os homens ajam através da virtude ao invés de cometer excessos ou mesmo deixar de agir. Ou seja, o fim para o qual a conduta dos homens deve ser orientada é a felicidade e os meios para alcançar este fim são as ações pautadas na razão que fazem com que os homens ajam virtuosamente. Tanto o fim quanto os meios são deduzidos da natureza do homem.

2°) A ética como ciência do móvel da conduta humana que procura determinar este móvel com vistas a dirigir ou disciplinar as ações dos homens. Por exemplo: Segundo Bentham e a maioria dos utilitaristas (trabalharemos um pouco da sua teoria nas próximas aulas) a conduta do homem é determinada pela expectativa de prazer ou de dor e esse é o único motivo possível para a ação humana, que seria dirigida para tal fim.

Proposta para uma Classificação dos Saberes

Todos conhecem alguma coisa, seja onde moram, alguma pessoa ou rua, caminhar, falar ou andar de bicicleta, ou ainda sabemos que hoje faz um dia de sol. Deste modo, podemos utilizar os termos saber e conhecimento de formas diversas. Dentre esses usos podemos distinguir três tipos de saber ou conhecimento: [1] saber fazer, [2] conhecer por familiaridade e [3] o conhecimento proposicional.
O saber fazer se refere à questões práticas. Saber fazer alguma coisa como andar de bicicleta, cozinhar ou mesmo falar muitas vezes são atividades mecânicas que não exigem grande raciocínio, mas sim precisam ser praticadas para ser aperfeiçoadas.
O conhecimento por familiaridade está relacionado tanto ao aparato sensível (tato, olfato,paladar, audição e visão) quanto ao uso da linguagem. Podemos nos familiarizar com pessoas, coisas e lugares entrando em contato com eles através dos nossos sentidos ou fazendo experiências para apreender elementos que nos façam reconhecê-los posteriormente. O conheimento por familiaridade pode tanto ser conhecido diretamente, através dos sentidos, quanto pela descrição de um objeto através da linguagem. Estas descrições, que podemos chamar de descrições definidas, nos indicam objetos mesmo que não os conheçamos fazendo com quen eles se tornem familiares a nós.
A terceira espécie de conhecimento, a proposicional, é a ue nos interessa para a teoria do conhecimento. Através deste tipo de conhecimento podemos conhecer as coisas através de raciocínios pelo uso de proposições. Deve-se ter em mente que as proposições são acessadas através da linguagem, portanto alguns conhecimentos adquiridos através do uso da linguagem como os do tipo de conhecimento por familiaridade podem se encaixar também neste terceiro grupo, desde que a descrição da coisa a ser conhecida seja feita através de proposições.

Conceito de Conhecimento

Conhecimento é crença verdadeira justificada ou, como expõe Platão, “opinião verdadeira acompanhada de explicação racional”.
Uma crença é uma proposição, isto é, um enunciado ou pensamento que pode ser verdadeiro ou falso. Um conhecimento também é uma crença, logo é composto por proposições. A descrição dos fatos se dá através de proposições, deste modo o conhecimento é proposicional e factual, pois por um lado se dá através das proposições e por outro descreve fatos.
Um enunciado que indica conhecimento tem a seguinte forma:

S sabe que P

Onde S é o sujeito que adquire conhecimento e P é o predicado que descreve uma proposição. Vejamos um exemplo de enunciado que indica conhecimento:

“Sabemos que os times gaúchos foram eliminados das copas que jogavam”

Sujeito oculto (nós)
indicador de conhecimento (que)
Predicado (os times gaúchos foram eliminados das copas que jogaram)

A proposição que explicita uma crença deve ser verdadeira para que seja considerada conhecimento. Mas, por definição, isto não basta para que uma crença seja conhecimento. É preciso que esta crença além de ser verdadeira também possa ser justificada, seja através de experiências, seja através de argumentos.
Podemos dizer que há duas formas de adquirir conhecimento. Ele pode ser adquirido através da empiria, isto é, por meio dos nossos sentidos, ou então racionalmente, através do raciocínio, por meio de argumentos, que como já vimos nas aulas passadas é um processo pelo qual temos um determinado número de premissas que nos leva a determinadas conclusões.
Apresentada desta forma, há três passos que devem ser considerados para transformar uma crença em conhecimento: [1] a crença deve ser uma proposição, [2] é necessário que esta proposição seja necessariamente verdadeira, a mera pretensão de verdade não é admitida e, por fim, [3] esta proposição deve possuir uma justificação ou explicação racional não apenas válida, mas verdadeira. Isto significa que o conhecimento proposicional somente pode ser obtido através de uma argumentação sólida.
VERDADE E VALIDADE

Lembrem-se que há duas aulas atrás comentei algo sobre a relação entre verdade (ou falsidade) e validade (ou invalidade) na contrução de argumentos. Um argumento válido pode ser composto unicamente de proposições verdadeiras:

Todas as baleias são mamíferos. Todos os mamíferos têm pulmões, logo todas as baleias têm pulmões.

Mas um argumento pode também ser composto por proposições falsas e mesmo assim ser verdadeiro:

Todas as aranhas têm seis pernas. Todos os seres de seis pernas têm asas, portanto todas as aranhas têm asas.

A validade do argumento depende de que, se suas premissas são verdadeiras, sua conclusão também deve também ser verdadeira. A mesma coisa vale para as premissas falsas que devem levar a conclusões falsas. Analisemos este outro argumento:

Se possuísse todo o ouro do Forte Knox, seria muito rico. Não possuo todo o ouro do Forte Knox, logo não sou muito rico.

Vejam que apesar de que as premissas e conclusão parecem ser verdadeiras o raciocínio não é válido (o argumento sim, é válido, mas o raciocínio feito não é!), pois pode-se ser muito rico (por exemplo se você herdasse um milhão de dólares!) sem possuir toda a reserva de ouro dos Estados Unidos. Deve-se ter o cuidado de que as premissas podem não ser diretamente verdadeiras ou falsas, dependendo muitas vezes da interpretação correta de quem as analisa.
A verdade ou falsidade de uma conclusão não determina a validade de um argumento, assim como a validade ou invalidade de um argumento não garante a verdade de sua conclusão (veja o exemplo do Aristóteles dado em aula, um argumento válido que possui uma conclusão falsa – que o pobre tem mais poder que o rico).
ARGUMENTO SÓLIDO: é um argumento válido que possui tanto suas premissas quanto sua conclusão verdadeiras.

FALÁCIAS

Existem dois tipos de falácias, as formais e as não formais. Interessa-nos principalmente o estudo das segundas, apesar de as formais também terem sua importância mas, por utilizar de termos muito técnicos, as deixaremo de lado por enquanto.
As falácias não formais, neste caso assim como as formais, parecem ser algo que não são. Diferentemente das falácias formais, as não formais parecem ser bons argumentos quando na verdade não o são. O que está em jogo aqui não é a mera validade dos argumentos, pois como já vimos um argumento válido pode levar a raciocínios incorretos seja por inadvertência, por falta de atenção ao tema que estamos tratando ou mesmo por nos encontrarmos iludidos por alguma ambiguidade da linguagem usada na formulação do argumento.
Mesmo sendo incorreto, este raciocínio parece estar correto e muitas vezes levam as pessoas ao engano. É proveitoso estudar tais raciocínios pois a familiaridade com eles e seu entendimento impedirão que sejamos iludidos.
Dentre as falácias não formais existem dois grandes grupos: as falácias de relevância e as falácias de ambiguidade.
As falácias de relevância se caracterizam pelo fato de o argumento possuir premissas logicamente irrelevantes para a conclusão e, consequentemente, não estabelecer a verdade desta. Já as falácias de ambiguidade (ou de clareza) ocorre em argumentos que se utilizam de termos ambíguos cujos significados podem variar de acordo com o que o argumentador está defendendo.
Uma breve introdução

Como a professora Sandra já citou em aula, a lógica se ocupa da correção do pensamento. A lógica se preocupa em tornar o raciocínio mais correto, o que não quer dizer que somente quem estuda lógica pode raciocinar corretamente, mas sim que tais pessoas têm a probabilidade maior de agir assim.

Uma boa definição que podemos dar da lógica é que ela é a ciência do raciocínio. A distinção entre raciocínio correto e incorreto é o problema central da lógica pois seus métodos e técnicas visam a esclarecer tal distinção.

Para entender um pouco sobre esses métodos, temos que saber que existe um processo chamado INFERÊNCIA. É neste processo que entramos em contato com as PROPOSIÇÕES – é nelas que a lógica baseia suas análises. Mas o que é mesmo uma proposição?

Uma proposição é algo sobre o qual podemos declarar que é verdadeiro ou falso. Sentenças ou orações declarativas são diferentes das proposições. Vejamos:

ORAÇÕES DECLARATIVAS
(modos de apresentação de um estado de coisas)

Está frio hoje.
Hoje está frio.
It’s cold.
“Tá frio pra c@%@¨&*”

PROPOSIÇÃO: Está frio.

Não importa a forma ou a linguagem da sentença, uma proposição sempre se manterá a mesma independentemente da forma que ela for apresentada. Pode-se dizer que uma proposição é uma unidade de pensamento que é declarada pelas sentenças, estas últimas podemos dizer que são modos de apresentação dos pensamentos.

Um ARGUMENTO é formado por, no mínimo, duas proposições. Uma delas, a CONCLUSÃO, é a proposição que se afirma com base em outras proposições, que são as PREMISSAS. Estas, por sua vez, servem de prova ou de razões para aceitar ou negar a conclusão. Em um argumento uma ou mais premissas e uma conclusão são afirmadas, e a conclusão é afirmada pela(s) premissa(s).
EX.: Penso, logo existo PREMISSA: Penso CONCLUSÃO: logo Existo


Existo porque penso CONCLUSÃO: Existo PREMISSA: porque penso



INDICADORES DE PREMISSA
(“porque”, “desde que”, “pois que”, “como”, “dado”, “tanto mais que” e “pela razão de que”)

INDICADORES DE CONCLUSÃO
(“portanto”, “daí”, “logo”, “assim”, “consequentemente”, “segue-se que”, “podemos inferir” e “podemos concluir”)